Fisioterapia respiratória na esclerose lateral amiotrófica: estratégias para otimização da capacidade pulmonar e qualidade de vida
Palavras-chave:
Esclerose lateral amiotrófica, Fisioterapia respiratória, Função pulmonarSinopse
A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa rara que afeta aproximadamente 1 em cada 100.000 pessoas anualmente, sendo mais comum em homens e com início dos sintomas, em média, aos 57 anos. Caracteriza-se pela degeneração dos neurônios motores superiores e inferiores, resultando em fraqueza muscular e comprometimento motor. O comprometimento respiratório, causado pela fraqueza dos músculos respiratórios, é uma característica crítica da evolução da doença e uma das principais causas de mortalidade. O presente estudo teve como objetivo abordar as estratégias para otimização da capacidade pulmonar e qualidade de vida de pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica através da fisioterapia respiratória. O método utilizado foi uma revisão sistemática de literatura, com busca em bases de dados como PubMed, SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde e Google Acadêmico, além de consultas a sites de organizações como ABrELA, ALS Association, Associação Pró-Cura da ELA e FaleSobreELA. Foram incluídos 14 estudos publicados entre 2013 e 2024 que abordaram intervenções fisioterapêuticas no manejo respiratório de pacientes com ELA. Artigos focados exclusivamente em aspectos genéticos ou farmacológicos foram excluídos. A análise dos dados foi realizada por meio da organização em quadros, destacando as intervenções fisioterapêuticas mais eficazes, como a ventilação não invasiva (VNI) e técnicas auxiliares de tosse. Concluiu-se que a fisioterapia respiratória desempenha um papel essencial no manejo da ELA, contribuindo para a melhora da capacidade pulmonar e aumento da sobrevida dos pacientes. A ventilação não invasiva, amplamente citada nos artigos analisados, mostrou-se uma das intervenções mais eficazes para o manejo respiratório, reforçando sua importância no cuidado desses pacientes.
