Incontinência urinária e seus impactos invisíveis: uma análise dos sintomas depressivos e isolamento social em mulheres idosas
Palavras-chave:
Incontinência urinária, Qualidade de vida, Sintomas depressivosSinopse
Este estudo analisou o impacto da incontinência urinária (IU) na qualidade de vida de mulheres idosas, associando-o ao surgimento de sintomas depressivos e isolamento social.Trata-se de um estudo transversal analítico com abordagem mista (quantitativa e qualitativa), aprovado pelo Comitê de ética em Pesquisa com seres humanos do Centro Universitário Integrado por meio do parecer número 7.070.188, com 24 idosas atendidas em uma clínica de fisioterapia do Centro Universitário Integrado, todas com IU. Para coleta de dados, foram utilizados questionários sociodemográficos, a Escala de Depressão Geriátrica (GDS-15), o ICIQ-SF método validado que avaliar a incontinência urinária e seu impacto na qualidade de vida e a Escala de Redes Sociais de Lubben (LSNS-6) para medir o risco de isolamento social. Os resultados apontaram que 75% das participantes experimentaram episódios de IU há mais de dois anos, e a maioria relatou impacto emocional significativo, com preocupações com odor, vazamentos e limitações sociais. A IU correlacionou-se positivamente com sintomas depressivos (r = 0,47) e negativamente com isolamento social (r = -0,48), sugerindo que a condição agrava a saúde mental e compromete o apoio social das idosas. Concluiu-se que a IU afeta intensamente a qualidade de vida, evidenciando a necessidade de uma abordagem terapêutica multidisciplinar na atenção primária, com ênfase na reabilitação do assoalho pélvico, para reduzir o estigma e melhorar o bem-estar dessa população. As limitações do estudo incluem a amostra reduzida e a falta de análise de comorbidades, sugerindo a necessidade de novas pesquisas com maior representatividade e abrangência.
