A infecção por Trypanosoma cruzi causa alterações na histoarquitetura do íleo de camundongos

Autores

Adryelle Karine Stipp Krauczuk
Sophia Nunes Pereira

Palavras-chave:

Doença de Chagas, Intestino delgado, Trypanosoma cruzi

Sinopse

A doença de Chagas, causada pelo Trypanosoma cruzi, é uma parasitose negligenciada que afeta cerca de 6 milhões de pessoas e causa 12 mil mortes anuais, gerando problemas cardíacos, esofágicos e intestinais. O parasito alterna entre o vetor triatomíneo e o hospedeiro, infectando-o por meio de feridas na pele ou mucosa, ou por ingestão de alimentos contaminados. Uma vez no hospedeiro, as tripomastigotas entram nas células, transformam-se em amastigotas e se multiplicam até romper a célula, espalhando a infecção pelo organismo. A fase aguda tem sintomas leves; sem tratamento, a doença evolui para a fase crônica, causando problemas cardíacos e digestivos como megaesôfago e megacólon. Pouco se sabe sobre as alterações no intestino delgado causadas por esse parasito, em específico o íleo. Para investigar essas alterações, foram utilizados seis camundongos machos Balb/c de 60 dias, divididos em dois grupos experimentais, incluindo um controle. Após a infecção, o íleo foi coletado e submetido a análises histológicas e morfométricas para avaliar alterações estruturais, como a espessura das camadas intestinais e a morfologia das células de Paneth. Os resultados encontrados foram considerados incomuns, devido a divergência apresentada na literatura referente aos outros órgãos, como cólon, esôfago e coração. Esses, que por sua vez, possuem alterações hipertróficas, diferente do íleo que apresentou atrofia muscular.

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Publicado

July 7, 2005