Análise da transfusão sanguínea como tratamento da doença falciforme e talassemia β

Autores

Giulia Carrião Jasnievski
Kamilly Santana Cazotto

Palavras-chave:

Doenças hematológicas, Ferro, Transfusão de sangue

Sinopse

As hemoglobinopatias hereditárias são doenças que afetam a cadeia de globina no sangue e, consequentemente, a eritropoiese.  Dentre elas, a anemia falciforme e a β-talassemia são avaliadas por compartilharem a mesma terapia: transfusão de sangue. Esse tratamento é crônico e não trata a real causa da doença, apenas as suas consequências, a terapia transfusional possui uma taxa de aderência ampla devido ao seu custo benefício, mas expõe o paciente a riscos como sobrecarga de ferro e aloimunização. Por isso, o objetivo deste trabalho foi avaliar a eficácia e consequência da transfusão de sangue como tratamento da anemia falciforme e a β-talassemia. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura pautada em 49 estudos sobre o assunto. A sobrecarga de ferro é mais comum em pacientes talassêmicos porque iniciam a terapia nos primeiro meses de vida devido a eritropoiese ineficaz, enquanto pacientes falciformes começam o tratamento a fim de reduzir o risco de AVC. Além disso, observa-se que adquirir anticorpos não próprios é uma condição favorável para pacientes cronicamente transfundidos, tornando essencial a triagem por fenotipagem. Como alternativa, avalia-se a flebotomia para amenizar os riscos e o transplante de células-tronco como tratamento futuro assim que for acessível.

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Publicado

July 7, 2005