Marcadores hematológicos no prognóstico de aterosclerose em hipertensos: uma revisão narrativa de literatura
Palavras-chave:
Doença arterial, Hemograma, PlaquetasSinopse
O hemograma tem se mostrado uma ferramenta importante no diagnóstico e prognóstico de doenças cardiovasculares (DCV), especialmente em pacientes com hipertensão arterial sistêmica (HAS), que é um fator de risco relevante para o desenvolvimento dessas condições. Parâmetros hematológicos, como a contagem de leucócitos e o volume plaquetário médio (VPM), estão associados a um aumento do risco de eventos cardíacos. Dada a crescente prevalência da doença arterial coronária (DAC) no Brasil, estudos sugerem que alterações hematológicas em pacientes hipertensos podem antecipar o desenvolvimento de aterosclerose, devido à inflamação e disfunção endotelial causadas pela HAS. Esta pesquisa teve como objetivo investigar a relevância dos marcadores hematológicos no prognóstico da aterosclerose em hipertensos, destacando as associações com o risco cardiovascular, analisando artigos publicados entre 2014 e 2024 nas bases PubMed e SciELO, com foco em adultos hipertensos e excluindo populações específicas como gestantes. Após a busca por termos relevantes, foram encontrados 484 artigos, dos quais 26 foram selecionados para análise. A razão neutrófilo/linfócito (RNL) se destacou como preditora de eventos cardiovasculares, enquanto o índice de imuno-inflamação sistêmica (IIS) foi identificado como um marcador eficaz para a gravidade da DAC. Parâmetros como VPM, contagem de plaquetas imaturas (IPC) e fração de plaquetas imaturas (IPF) também mostraram potencial prognóstico, mas os resultados indicam a necessidade de mais pesquisas. Conclui-se que alterações hematológicas, principalmente a RNL e o IIS, são parâmetros valiosos no prognóstico de aterosclerose em hipertensos, embora novas pesquisas sejam necessárias para confirmar sua aplicabilidade clínica em uma abordagem mais ampla.
