Análise do perfil epidemiológico e taxas de detecção de sífilis gestacional por regional de saúde no estado do Paraná
Palavras-chave:
Análise de dados secundários, Gravidez de alto risco, SífilisSinopse
A Sífilis é uma infecção sexualmente transmissível transmitida através da relação sexual desprotegida, esta acomete muitas mulheres no período gestacional, sendo denominada como sífilis gestacional. Apesar de ser uma doença com fácil detecção (através da realização de teste rápido) ainda preocupa as instituições de saúde, dado o aumento no número de casos detectados nos dois primeiros trimestres da gravidez. Este estudo tem por objetivo analisar os casos confirmados de SG no estado do Paraná, considerando o perfil epidemiológico da gestante e a variável geográfica de notificação. Trata-se de um estudo analítico, transversal e descritivo, que utilizou dados secundários do DATASUS, levantando de 2013 a 2023, totalizando 11 anos para análise, após foi analisado, levantando média, Desvio Padrão (DP), Densidade de incidência, Taxa de detecção por RS e por teste dos anos analisados. Foram levantados 26.666 casos de SG. Compreendendo que 97,02% dos casos eram de gestantes dos 15 aos 39 anos, sendo que a raça/cor branca é a prevalente com 66,1% dos casos, e notando que pessoas com escolaridade são as que mais possuíram o diagnóstico de SG sendo elas, 82,3% dos casos, onde a maior incidência de casos apresenta-se na 1ª Regional de Saúde (RS). Concluiu-se que por ser uma doença de fácil detecção, e com a realização de testes não treponêmicos nos três trimestres gestacionais, há uma grande possibilidade de diagnóstico precoce, tratamento adequado da gestante e do seu parceiro, reduzindo os riscos de transmissão vertical da doença, além de reduzir a morbimortalidade materna e infantil no parto.
